Sobre o tempo (Crombie)
Quase tudo é temporal
Temporal porque está sujeito
A um sujeito chamado Tempo
Que é mais que momento
Que não se confessa
Pois não sente culpa de nada
Não vê minha pressa
Em displicente caminhada
segue a pé passeando
Deve ser por isso que demora
Parece que tá brincando
Pensando que não tem hora
O tempo que vivo aqui
O tempo de agora
O tempo que está por vir
Que venha sem demora
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
A poda...

Nos últimos dias eu tenho pensado bem mais do que o normal em certas coisas. Tenho sentido uma inquietação boa, de quem não se contenta embora seja grato. Ah, os paradoxos!
O resultado de todos esses pensamentos eu ainda não sei, mas sei que tenho me sentido cansada.
Cansada de me contentar com tão pouco sendo que eu sei que eu posso fazer coisas maiores do Ele fez, pelo poder dEle obviamente.
Cansada de colocar a culpa no outro, quando na verdade eu só não quero ter o trabalho de mudar o que eu já faço e sei fazer.
Cansada de me lembrar dos resultados passados como troféus, mesmo que agora os resultados sejam diferentes.
Cansada de não ser relevante.
Cansada...
Tenho conversado com um grande amigo sobre isso e dia desses Ele me falou (ou talvez só agora eu tenha ouvido):
"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda." (João 15:1,2)
Ah! Está tudo bem então. Ele está apenas me podando... E eu confio nEle.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
os presentes e minhas memórias...
Meu aniversário está chegando e eu não sei se você também é assim, mas nessa época eu me lembro muito de momentos da minha infância.
Eu sempre gostei muito de fazer aniversário, mas nenhum foi tão esperado quanto o de 10 anos. O motivo é ridiculo, mas é a verdade. Nos meus livros didáticos tinha um espaço para colocar nome, turma e idade. No espaço para idade havia dois traços e eu queria muito fazer 10 anos para usá-los. Eu avisei...
Esse ano também foi marcante por conta da minha festa que tinha tudo pra ser perfeita. Só que uma chuva muito forte fez com que os convidados não saissem de suas casas. Fiquei traumatizada com festa de aniversário por um bom tempo.
Infância, aniversário... Isso me lembra presente. Sempre havia algo especial que eu queria muito. Nem sempre eu ganhava e às vezes chegava depois, em outubro ou dezembro. Mas era tão bom ganhar algo que eu queria muito.
Lembro da primeira bicicleta. Era rosa, com pedal e uma cesta branca. Linda! O patins que uma amiga trouxe dos EUA. Mas logo ele ficou ultrapassado e eu ganhei outro, roller.
Uma coisa esses presentes têm em comum. Eu os queria muito, fiquei muito feliz quando os ganhei, mas depois de um tempo eles perderam a graça.
Isso ainda acontece até hoje, não apenas com presentes...
Eu sempre gostei muito de fazer aniversário, mas nenhum foi tão esperado quanto o de 10 anos. O motivo é ridiculo, mas é a verdade. Nos meus livros didáticos tinha um espaço para colocar nome, turma e idade. No espaço para idade havia dois traços e eu queria muito fazer 10 anos para usá-los. Eu avisei...
Esse ano também foi marcante por conta da minha festa que tinha tudo pra ser perfeita. Só que uma chuva muito forte fez com que os convidados não saissem de suas casas. Fiquei traumatizada com festa de aniversário por um bom tempo.
Infância, aniversário... Isso me lembra presente. Sempre havia algo especial que eu queria muito. Nem sempre eu ganhava e às vezes chegava depois, em outubro ou dezembro. Mas era tão bom ganhar algo que eu queria muito.
Lembro da primeira bicicleta. Era rosa, com pedal e uma cesta branca. Linda! O patins que uma amiga trouxe dos EUA. Mas logo ele ficou ultrapassado e eu ganhei outro, roller.
Uma coisa esses presentes têm em comum. Eu os queria muito, fiquei muito feliz quando os ganhei, mas depois de um tempo eles perderam a graça.
Isso ainda acontece até hoje, não apenas com presentes...
quinta-feira, 2 de julho de 2009
um pedido respondido...
“(...) penso que isso foi usado por Deus para tornar-me mais sensível e temeroso contra o pecado, mais cuidadoso quanto a mim mesmo e mais empenhado em manter o coração e a vida puros e inculpáveis. E isso também me fez refletir sobre o meu amortecimento passado e a minha falta de espiritualidade, abominando a mim mesmo e reputando-me como o ser mais indigno do mundo.” - David Brainerd
O trecho acima foi extraído do livro “A vida de David Brainerd entre os indíos” (Ed. Fiel). Se você quer saber mais sobre a vida desse homem leia o livro ou pergunte para o google. Posso adiantar que ele foi um missionário do séc XVIII que dedicou toda a sua vida entre os indíos e morreu aos 29 anos de idade.
Como alguém que viveu de maneira tão intensa para Deus tem uma idéia assim de si mesmo?
Há algum tempo eu venho pensando muito sobre pecado. Essa palavra que assusta tantas pessoas e que teoriza o maior problema da humanidade. Não há como entender o presente maravilhoso que é a salvação se eu não entendo do que fui salva.
Mas eu confesso que na maior parte do tempo eu não me vejo como alguém ruim. Sim... Eu posso listar muitos defeitos. Mas são tão pequenos se comparados com... Bom, se comparados com Deus são terríveis.
Então. Não que eu pense que Deus queira me ver sentindo culpa. Eu acredito que já recebi o perdão. Mas eu pedi algo pra Deus e ele está respondendo. Eu orei pedindo que Ele me desse senso de pecado. Quando eu leio o trecho acima é isso que eu vejo. Uma pessoa com um perfeito senso de pecado.
O resultado disso é uma profunda gratidão.As idéias ainda estão tomando corpo na minha mente, mas eu estou feliz. Feliz e grata.
Num outro trecho do mesmo livro, escrito por David no leito de morte, ele mostra como uma pessoa que ganhou a liberdade tem uma percepção mais clara do que é de fato importante:
“Enquanto eu perceber que há algo a ser feito para Deus, a vida será digna de ser vivida; mas como é vão e indigno viver por qualquer finalidade menos importante que esta.”
Que seja assim. Tudo para glória dele. Tudo para agradá-lo!
O trecho acima foi extraído do livro “A vida de David Brainerd entre os indíos” (Ed. Fiel). Se você quer saber mais sobre a vida desse homem leia o livro ou pergunte para o google. Posso adiantar que ele foi um missionário do séc XVIII que dedicou toda a sua vida entre os indíos e morreu aos 29 anos de idade.
Como alguém que viveu de maneira tão intensa para Deus tem uma idéia assim de si mesmo?
Há algum tempo eu venho pensando muito sobre pecado. Essa palavra que assusta tantas pessoas e que teoriza o maior problema da humanidade. Não há como entender o presente maravilhoso que é a salvação se eu não entendo do que fui salva.
Mas eu confesso que na maior parte do tempo eu não me vejo como alguém ruim. Sim... Eu posso listar muitos defeitos. Mas são tão pequenos se comparados com... Bom, se comparados com Deus são terríveis.
Então. Não que eu pense que Deus queira me ver sentindo culpa. Eu acredito que já recebi o perdão. Mas eu pedi algo pra Deus e ele está respondendo. Eu orei pedindo que Ele me desse senso de pecado. Quando eu leio o trecho acima é isso que eu vejo. Uma pessoa com um perfeito senso de pecado.
O resultado disso é uma profunda gratidão.As idéias ainda estão tomando corpo na minha mente, mas eu estou feliz. Feliz e grata.
Num outro trecho do mesmo livro, escrito por David no leito de morte, ele mostra como uma pessoa que ganhou a liberdade tem uma percepção mais clara do que é de fato importante:
“Enquanto eu perceber que há algo a ser feito para Deus, a vida será digna de ser vivida; mas como é vão e indigno viver por qualquer finalidade menos importante que esta.”
Que seja assim. Tudo para glória dele. Tudo para agradá-lo!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
inquietação...
Falta de quietude, de sossego.
Oposto do que eu tenho buscado. Mas muito do que na verdade sinto.
Sinto-me inquieta quando pinto na minha mente um quadro ideal, do que eu sonho, desejo, quero. Seria isso errado?
Desejo profundamente o sossego. Parar e ouvir. Conhecer mais dos outros e mostrar menos de mim.
Paradoxos. Eu sou feita deles.
Essa semana parei várias vezes para pensar e descobri que muitas de minhas falas são opostas. Mas para mim elas fazem sentido. Têm todas a mesma fonte.
Faço uma escolha. Lembrei de uma ordem: “Aquietai-vos (...)”
Oposto do que eu tenho buscado. Mas muito do que na verdade sinto.
Sinto-me inquieta quando pinto na minha mente um quadro ideal, do que eu sonho, desejo, quero. Seria isso errado?
Desejo profundamente o sossego. Parar e ouvir. Conhecer mais dos outros e mostrar menos de mim.
Paradoxos. Eu sou feita deles.
Essa semana parei várias vezes para pensar e descobri que muitas de minhas falas são opostas. Mas para mim elas fazem sentido. Têm todas a mesma fonte.
Faço uma escolha. Lembrei de uma ordem: “Aquietai-vos (...)”
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Projeto Angola 2009
Desde que soube da possiblidade de um projeto em Angola, em janeiro de 2007, fiquei muito empolgada. Sabe quando o coração bate forte por alguma coisa? O tempo passou e em 2008 o projeto começou a tomar forma, mas uma forma não muito conhecida.
Durante o tempo de preparação eu pensei em desistir muitas vezes. O sustento alto não me incomodava no início, mas depois virou pensamento permanente. A dificuldade de diálogo, a passagem que não aparecia, o visto que não saia. Sim, pensei muitas vezes em desistir, mas ainda bem que Deus é misericordioso.
Além de querer desistir eu pensava que o projeto não iria acontecer. Tenho vergonha disso, mas pensei muitas vezes. Ficava até sem graça de falar com algumas pessoas, porque no meu coração eu achava que aquilo não ia vingar. Tolinha! Só no início do ano eu tive convicção de que iria. Leia o meu post anterior para ver como. Ele não tem muito sentido, mas talvez agora tenha.
Bom, estava eu convicta, com a passagem comprada e ainda sem visto. Eu e todas as outras 13 pessoas da equipe. Paciência foi realmente algo que aprendi nesse projeto... O visto saiu dois dias antes da viagem enquanto estávamos reunidos na casa do Eric fazendo um treinamento transcultural. Foi um dos momentos mais legais. Custou $50,00 e uma boa dose da paciência do Pierre, mas valeu a pena.
Dia 25 de janeiro chegou e eu fui para o aeroporto. Só conseguia pensar: “Sim, eu vou!” De novo, ainda bem que Deus é misericordioso. Chegamos em Luanda dia 26 e confesso que não foi como eu imaginava. Apesar de já ter estado na África antes nunca é fácil encarar a realidade daquela terra. Petrangol, bairro onde ficamos hospedados, me pareceu muito ruim a primeira vista. No final da primeira semana já era meu lar com tudo que isso implica, inclusive família.
Além de toda a equipe do projeto que com certeza são amigos que eu vou levar por toda a vida, lá em Petrangol eu conheci a Mama Elisa. Uma senhora serva, humilde, que me ensinou muito, mesmo que na maioria das vezes eu não tenha entendido o que ela queria dizer. Ela só precisava estar lá para deixar todo mundo mais feliz.
A nossa agenda lá foi bem atípica e eu não pretendo detalhar aqui, mas poderia resumir dizendo que na primeira semana fomos preparados, na segunda treinamos, na terceira fomos ao campus e na quarta desfrutamos dos resultados e de um pseudo descanso.
Eu queria enfatizar a primeira semana. Quando chegamos lá tinhamos uma idéia do que gostaríamos de fazer, mas tudo parecia ser muito complicado. Não ter viautura para nos levar para um encontro com estudantes ou para levar a comida até a gente (não tinha cozinha onde ficamos hospedados). A falta da infra-estrutura que chamamos básica e que lá é luxo. A frustração de perceber que mesmo falando português parecia ser outra língua.
E então numa quinta-feira tudo isso explodiu e a gente decidiu parar tudo para orar. Confesso que não achei uma boa idéia. Parecia melhor ocupar o tempo com outra coisa. Mas enquanto oravamos, Deus quebrantou meu coração e o de toda a quipe. Tantas coisas ficaram claras e a maior de todas: Deus é quem tem o controle de tudo!
Depois desse dia os problemas não foram embora. Continuamos com o banho de balde, com a viatura apertada e sem janela, sem hora certa pra comer e muito mais. O que mudou foi o nosso coração diante de tudo isso. Naquele dia Deus colocou em nós a compaixão dele por aquele povo e o entendimento de que Ele é soberano e isso nunca muda. Naquele dia Deus deu um mesmo coração para a equipe.
Com certeza isso foi o que mais me marcou durante o projeto e foi muito especial para mim. Os treinamentos. Conhecer os estudantes angolanos. Ver o compromisso deles. Evangelizar nas ruas e na Universidade Agostinho Neto. Tudo isso foi incrível. Mas eu hoje tenho convicção de que a direção do projeto mudou naquela tarde de quinta-feira. Ali tudo começou de fato...
“Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos so santos.” Efésios 6:18
Durante o tempo de preparação eu pensei em desistir muitas vezes. O sustento alto não me incomodava no início, mas depois virou pensamento permanente. A dificuldade de diálogo, a passagem que não aparecia, o visto que não saia. Sim, pensei muitas vezes em desistir, mas ainda bem que Deus é misericordioso.
Além de querer desistir eu pensava que o projeto não iria acontecer. Tenho vergonha disso, mas pensei muitas vezes. Ficava até sem graça de falar com algumas pessoas, porque no meu coração eu achava que aquilo não ia vingar. Tolinha! Só no início do ano eu tive convicção de que iria. Leia o meu post anterior para ver como. Ele não tem muito sentido, mas talvez agora tenha.
Bom, estava eu convicta, com a passagem comprada e ainda sem visto. Eu e todas as outras 13 pessoas da equipe. Paciência foi realmente algo que aprendi nesse projeto... O visto saiu dois dias antes da viagem enquanto estávamos reunidos na casa do Eric fazendo um treinamento transcultural. Foi um dos momentos mais legais. Custou $50,00 e uma boa dose da paciência do Pierre, mas valeu a pena.
Dia 25 de janeiro chegou e eu fui para o aeroporto. Só conseguia pensar: “Sim, eu vou!” De novo, ainda bem que Deus é misericordioso. Chegamos em Luanda dia 26 e confesso que não foi como eu imaginava. Apesar de já ter estado na África antes nunca é fácil encarar a realidade daquela terra. Petrangol, bairro onde ficamos hospedados, me pareceu muito ruim a primeira vista. No final da primeira semana já era meu lar com tudo que isso implica, inclusive família.
A nossa agenda lá foi bem atípica e eu não pretendo detalhar aqui, mas poderia resumir dizendo que na primeira semana fomos preparados, na segunda treinamos, na terceira fomos ao campus e na quarta desfrutamos dos resultados e de um pseudo descanso.
Eu queria enfatizar a primeira semana. Quando chegamos lá tinhamos uma idéia do que gostaríamos de fazer, mas tudo parecia ser muito complicado. Não ter viautura para nos levar para um encontro com estudantes ou para levar a comida até a gente (não tinha cozinha onde ficamos hospedados). A falta da infra-estrutura que chamamos básica e que lá é luxo. A frustração de perceber que mesmo falando português parecia ser outra língua.
E então numa quinta-feira tudo isso explodiu e a gente decidiu parar tudo para orar. Confesso que não achei uma boa idéia. Parecia melhor ocupar o tempo com outra coisa. Mas enquanto oravamos, Deus quebrantou meu coração e o de toda a quipe. Tantas coisas ficaram claras e a maior de todas: Deus é quem tem o controle de tudo!
Depois desse dia os problemas não foram embora. Continuamos com o banho de balde, com a viatura apertada e sem janela, sem hora certa pra comer e muito mais. O que mudou foi o nosso coração diante de tudo isso. Naquele dia Deus colocou em nós a compaixão dele por aquele povo e o entendimento de que Ele é soberano e isso nunca muda. Naquele dia Deus deu um mesmo coração para a equipe.
Com certeza isso foi o que mais me marcou durante o projeto e foi muito especial para mim. Os treinamentos. Conhecer os estudantes angolanos. Ver o compromisso deles. Evangelizar nas ruas e na Universidade Agostinho Neto. Tudo isso foi incrível. Mas eu hoje tenho convicção de que a direção do projeto mudou naquela tarde de quinta-feira. Ali tudo começou de fato...
“Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos so santos.” Efésios 6:18
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