Sábado, 4 de Julho de 2009

os presentes e minhas memórias...

Meu aniversário está chegando e eu não sei se você também é assim, mas nessa época eu me lembro muito de momentos da minha infância.
Eu sempre gostei muito de fazer aniversário, mas nenhum foi tão esperado quanto o de 10 anos. O motivo é ridiculo, mas é a verdade. Nos meus livros didáticos tinha um espaço para colocar nome, turma e idade. No espaço para idade havia dois traços e eu queria muito fazer 10 anos para usá-los. Eu avisei...
Esse ano também foi marcante por conta da minha festa que tinha tudo pra ser perfeita. Só que uma chuva muito forte fez com que os convidados não saissem de suas casas. Fiquei traumatizada com festa de aniversário por um bom tempo.
Infância, aniversário... Isso me lembra presente. Sempre havia algo especial que eu queria muito. Nem sempre eu ganhava e às vezes chegava depois, em outubro ou dezembro. Mas era tão bom ganhar algo que eu queria muito.
Lembro da primeira bicicleta. Era rosa, com pedal e uma cesta branca. Linda! O patins que uma amiga trouxe dos EUA. Mas logo ele ficou ultrapassado e eu ganhei outro, roller.
Uma coisa esses presentes têm em comum. Eu os queria muito, fiquei muito feliz quando os ganhei, mas depois de um tempo eles perderam a graça.
Isso ainda acontece até hoje, não apenas com presentes...

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

um pedido respondido...

“(...) penso que isso foi usado por Deus para tornar-me mais sensível e temeroso contra o pecado, mais cuidadoso quanto a mim mesmo e mais empenhado em manter o coração e a vida puros e inculpáveis. E isso também me fez refletir sobre o meu amortecimento passado e a minha falta de espiritualidade, abominando a mim mesmo e reputando-me como o ser mais indigno do mundo.” - David Brainerd

O trecho acima foi extraído do livro “A vida de David Brainerd entre os indíos” (Ed. Fiel). Se você quer saber mais sobre a vida desse homem leia o livro ou pergunte para o google. Posso adiantar que ele foi um missionário do séc XVIII que dedicou toda a sua vida entre os indíos e morreu aos 29 anos de idade.

Como alguém que viveu de maneira tão intensa para Deus tem uma idéia assim de si mesmo?

Há algum tempo eu venho pensando muito sobre pecado. Essa palavra que assusta tantas pessoas e que teoriza o maior problema da humanidade. Não há como entender o presente maravilhoso que é a salvação se eu não entendo do que fui salva.

Mas eu confesso que na maior parte do tempo eu não me vejo como alguém ruim. Sim... Eu posso listar muitos defeitos. Mas são tão pequenos se comparados com... Bom, se comparados com Deus são terríveis.

Então. Não que eu pense que Deus queira me ver sentindo culpa. Eu acredito que já recebi o perdão. Mas eu pedi algo pra Deus e ele está respondendo. Eu orei pedindo que Ele me desse senso de pecado. Quando eu leio o trecho acima é isso que eu vejo. Uma pessoa com um perfeito senso de pecado.

O resultado disso é uma profunda gratidão.As idéias ainda estão tomando corpo na minha mente, mas eu estou feliz. Feliz e grata.

Num outro trecho do mesmo livro, escrito por David no leito de morte, ele mostra como uma pessoa que ganhou a liberdade tem uma percepção mais clara do que é de fato importante:

“Enquanto eu perceber que há algo a ser feito para Deus, a vida será digna de ser vivida; mas como é vão e indigno viver por qualquer finalidade menos importante que esta.”

Que seja assim. Tudo para glória dele. Tudo para agradá-lo!

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

inquietação...

Falta de quietude, de sossego.
Oposto do que eu tenho buscado. Mas muito do que na verdade sinto.
Sinto-me inquieta quando pinto na minha mente um quadro ideal, do que eu sonho, desejo, quero. Seria isso errado?
Desejo profundamente o sossego. Parar e ouvir. Conhecer mais dos outros e mostrar menos de mim.
Paradoxos. Eu sou feita deles.
Essa semana parei várias vezes para pensar e descobri que muitas de minhas falas são opostas. Mas para mim elas fazem sentido. Têm todas a mesma fonte.
Faço uma escolha. Lembrei de uma ordem: “Aquietai-vos (...)”

Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Projeto Angola 2009

Desde que soube da possiblidade de um projeto em Angola, em janeiro de 2007, fiquei muito empolgada. Sabe quando o coração bate forte por alguma coisa? O tempo passou e em 2008 o projeto começou a tomar forma, mas uma forma não muito conhecida.
Durante o tempo de preparação eu pensei em desistir muitas vezes. O sustento alto não me incomodava no início, mas depois virou pensamento permanente. A dificuldade de diálogo, a passagem que não aparecia, o visto que não saia. Sim, pensei muitas vezes em desistir, mas ainda bem que Deus é misericordioso.
Além de querer desistir eu pensava que o projeto não iria acontecer. Tenho vergonha disso, mas pensei muitas vezes. Ficava até sem graça de falar com algumas pessoas, porque no meu coração eu achava que aquilo não ia vingar. Tolinha! Só no início do ano eu tive convicção de que iria. Leia o meu post anterior para ver como. Ele não tem muito sentido, mas talvez agora tenha.
Bom, estava eu convicta, com a passagem comprada e ainda sem visto. Eu e todas as outras 13 pessoas da equipe. Paciência foi realmente algo que aprendi nesse projeto... O visto saiu dois dias antes da viagem enquanto estávamos reunidos na casa do Eric fazendo um treinamento transcultural. Foi um dos momentos mais legais. Custou $50,00 e uma boa dose da paciência do Pierre, mas valeu a pena.
Dia 25 de janeiro chegou e eu fui para o aeroporto. Só conseguia pensar: “Sim, eu vou!” De novo, ainda bem que Deus é misericordioso. Chegamos em Luanda dia 26 e confesso que não foi como eu imaginava. Apesar de já ter estado na África antes nunca é fácil encarar a realidade daquela terra. Petrangol, bairro onde ficamos hospedados, me pareceu muito ruim a primeira vista. No final da primeira semana já era meu lar com tudo que isso implica, inclusive família.
Além de toda a equipe do projeto que com certeza são amigos que eu vou levar por toda a vida, lá em Petrangol eu conheci a Mama Elisa. Uma senhora serva, humilde, que me ensinou muito, mesmo que na maioria das vezes eu não tenha entendido o que ela queria dizer. Ela só precisava estar lá para deixar todo mundo mais feliz.
A nossa agenda lá foi bem atípica e eu não pretendo detalhar aqui, mas poderia resumir dizendo que na primeira semana fomos preparados, na segunda treinamos, na terceira fomos ao campus e na quarta desfrutamos dos resultados e de um pseudo descanso.
Eu queria enfatizar a primeira semana. Quando chegamos lá tinhamos uma idéia do que gostaríamos de fazer, mas tudo parecia ser muito complicado. Não ter viautura para nos levar para um encontro com estudantes ou para levar a comida até a gente (não tinha cozinha onde ficamos hospedados). A falta da infra-estrutura que chamamos básica e que lá é luxo. A frustração de perceber que mesmo falando português parecia ser outra língua.
E então numa quinta-feira tudo isso explodiu e a gente decidiu parar tudo para orar. Confesso que não achei uma boa idéia. Parecia melhor ocupar o tempo com outra coisa. Mas enquanto oravamos, Deus quebrantou meu coração e o de toda a quipe. Tantas coisas ficaram claras e a maior de todas: Deus é quem tem o controle de tudo!
Depois desse dia os problemas não foram embora. Continuamos com o banho de balde, com a viatura apertada e sem janela, sem hora certa pra comer e muito mais. O que mudou foi o nosso coração diante de tudo isso. Naquele dia Deus colocou em nós a compaixão dele por aquele povo e o entendimento de que Ele é soberano e isso nunca muda. Naquele dia Deus deu um mesmo coração para a equipe.
Com certeza isso foi o que mais me marcou durante o projeto e foi muito especial para mim. Os treinamentos. Conhecer os estudantes angolanos. Ver o compromisso deles. Evangelizar nas ruas e na Universidade Agostinho Neto. Tudo isso foi incrível. Mas eu hoje tenho convicção de que a direção do projeto mudou naquela tarde de quinta-feira. Ali tudo começou de fato...

“Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos so santos.” Efésios 6:18

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

2008 acabou e eu nem percebi. Não estava muito para comemorações. Mas tenho planos, projetos para 2009. Um em especial tem ocupado meu tempo e meu coração: Projeto Angola 2009.
Sim, se você ainda não sabe eu vou dia 25 de janeiro para Angola com um grupo de estudantes e missionários do Alfa e Ômega. Estou empolgada e ao mesmo tempo com medo. São tantas coisas e me sinto incapaz...
No final do ano, eu tive dias bem difíceis onde questionei tudo e todos. Orei tanto por uma resposta de Deus, mas não consegui ouvir nada...
E com o novo ano chegou a resposta. Dois versículos que me levantaram e me lembraram que a questão não é se Deus pode e sim se ele quer. E seja o que for ele nunca me deixa sozinha.

"Ao invés disso, deveriam dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo." Tiago 4:15

"Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel."Isaías 41:10

Eu não tinha a intenção de escrever nada bonito - até porque não tenho essa habilidade - apenas compartilhar algo que fez muito sentido para mim...

Sábado, 5 de Julho de 2008

22 anos...

Eu já fui criança. Eu já fiz ballet, jazz e dança de rua. Eu já toquei piano e flauta doce. Eu já estudei em 4 cursos de inglês diferentes, nunca terminei nenhum e até agora não acho que sei falar esse idioma. Eu já fui reprovada no concurso do Pedro II. Eu já andei a cavalo. Eu já estudei na Escola Jockey Club Brasileiro. Eu já viajei com minha mãe. Eu já pedi para o ladrão me assaltar. Eu já joguei dinheiro pela janela imitando o Sílvio Santos e eu também já achei dinheiro na rua. Eu já dei trote. Eu já brinquei de pique tudo. Eu já passei metade do meu dia andando de patins. Eu já aprendi a andar de bicicleta [mas nunca aprendi a nadar]. Eu já morei na zona sul. Eu já odiei meu sobrenome. Eu já escrevi todos os dias na agenda. Eu já brinquei de boneca. Eu já quase morri comendo bala soft. Eu já brinquei que era secretária do meu pastor [e depois fui de verdade durante 5 anos]. Eu já fui no Xuxa Park e mandei um beijo pra minha mãe e pro meu pai e pra Xuxa. Eu já quis fugir de casa. Eu já vivi num mundo sem orkut e msn. Eu já fui adolescente. Eu já odiei meu cabelo cacheado. Eu já viajei com meus amigos. Eu já fui tímida. Eu já fui no Terra Encantada. Eu já fui aprovada no concurso do Pedro II e estudei lá 3 ótimos anos. Eu já fiquei de recuperação em matemática. Eu já achei que fosse morrer de amor. Eu já fiz festa de 15 anos. Eu já dormi no ônibus e passei do ponto. Eu já andei com celular pendurado na roupa. Eu já fui roubada. Eu já pensei que minha vida se resumisse em três letras: a, b e c [quem ler entenda]. Eu já pensei que tudo ia dar errado e tudo deu certo. E o contrário também já aconteceu. Eu já descobri que minha vida não tinha sentido. Eu já descobri a verdade e ela me libertou. Eu já fiz amigos de verdade. E também já descobri que amigos não concordam em tudo. Eu já passei no vestibular. Eu já fui em projeto missionário do AeO. Eu já tirei 10 em prova de cálculo. Eu já fiz guerra de travesseiro e colchão. Eu já tomei milk shake de Nutella. Eu já andei pelas ruas de Brasília com alguns amigos normais como eu cantando 12, 12, 12. Eu já vi pessoas sendo transformadas. Eu já fui transformada. Eu já tomei decisões importantes. Eu já faltei um mês de aula e passei em tudo. Eu já fui missionária voluntária da JMM. Eu já fui pra África [Moçambique e África do Sul]. Eu já fiquei perdida e sozinha no aeroporto de Johannesburg. Eu já me formei em Matemática pela UERJ [na verdade falta 1 prova ]. Eu já tive medo. Eu já experimentei a verdadeira paz. Eu já descobri que me enganaram na escola. Eu já chorei. Eu já contei muitas histórias. Eu já pensei que ninguém gostava de mim. Eu já me senti a pessoa mais amada do mundo. Eu já tive crise de riso. Eu já comi chocolate enquanto assistia comédia romântica porque estava com dor de cotovelo. Eu já varei a madrugada conversando. Eu já acordei muito cedo. Eu já dormi muito tarde. Eu já viajei de avião. Eu já passei a noite na praia. Eu já tirei muitas fotos. Eu já deixei de tirar muitas outras. Eu já tive vergonha. Eu já fui discipulada. Eu já discipulei. Eu já ouvi falar das quatro leis espirituais. Eu já cantei no choveiro. Eu já comecei a usar óculos. Eu já coloquei aparelho nos dentes. Estou indo para minha décima segunda mudança ou quarto incêndio, como preferir. Eu já paguei mico. Eu já senti saudade. Eu já me enganei. Eu já fiz tanta coisa, mas quero fazer tantas outras. Eu quero ajudar a transformar o mundo. Eu quero... Mas tudo bem, eu só tenho 22 anos.

Sábado, 14 de Junho de 2008

simplesmente Deus é grande...

[coisinhas que tem ocupado muito minha mente nesses últimos dias]


"Com quem vocês vão me comparar? Quem se assemelha a mim?", pergunta o Santo. Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? (...)
Isaías 40: 25, 26a



Galáxia Whirpool


Ring Nebula


Galáxia Whirlpool